Depois de décadas sendo tratada como tabu, teoria da conspiração ou entretenimento hollywoodiano, a ufologia finalmente entra em um novo ciclo — e The Age of Disclosure surge como o filme que dá o tom dessa mudança.
Lançado em 2025, o documentário reúne ex-militares, cientistas, jornalistas investigativos e ex-funcionários de agências de inteligência para costurar aquilo que, até pouco tempo atrás, só existia em fragmentos: uma narrativa contínua sobre o esforço global de ocultação, acobertamento e controle de informações envolvendo fenômenos não humanos.
O resultado? Um dos materiais mais provocadores da última década.
🌎 Um trabalho cirúrgico de contexto histórico
O documentário não cai no erro comum de se apoiar apenas em avistamentos ou testemunhos isolados.
Pelo contrário — ele organiza 80 anos de incidentes, desde o pós-Segunda Guerra até as revelações de 2023–2024 sobre os UAPs, em uma linha do tempo clara, mostrando:
- como governos moldaram a opinião pública sobre o tema
- por que o assunto sempre foi tratado como risco à “segurança nacional”
- como as tecnologias militares evoluíram em paralelo aos relatos
- e por que agora, mais do que nunca, a narrativa está desmoronando
É um trabalho documental que não subestima o espectador — ele entrega dados, contexto e causalidade.
O documentário The Age of Disclosure fez sua estreia mundial no festival SXSW Film Festival em 9 de março de 2025.
A data de lançamento comercial oficial está marcada para 21 de novembro de 2025 (EUA e streaming global).
🔍 Não é mais “se existe”, e sim “por que esconderam”
O grande mérito de The Age of Disclosure está na mudança de perspectiva. O filme parte do princípio de que a questão deixou de ser existência para se tornar governança da informação.
Alguns dos oficiais entrevistados incluem o recém-confirmado Secretário de Estado Marco Rubio (que afirma no trailer que, quando se trata desse assunto, “nem mesmo os presidentes têm acesso a tudo, apenas o necessário”), a senadora de Nova York Kirsten Gillibrand, o senador de Dakota do Sul Mike Rounds e o General Jim Clapper (que foi diretor de Inteligência Nacional dos EUA durante o governo Barack Obama).
Segundo a descrição oficial: “O filme recebeu acesso e apoio sem precedentes de membros seniores do governo dos Estados Unidos, das Forças Armadas e da comunidade de inteligência. Todos os entrevistados no filme possuem conhecimento direto sobre UAP como resultado de seu trabalho para o governo norte-americano. O filme expõe o profundo impacto que essa situação tem para o futuro da humanidade, enquanto apresenta uma visão dos bastidores daqueles que estão na linha de frente do esforço bipartidário de divulgação.”
Jim Semivan, que passou 25 anos como alto funcionário da CIA, afirma no trailer: “Os UAPs estão aqui, eles são reais, e não são humanos.” Jay Stratton, ex-diretor da força-tarefa de UAP do governo dos EUA, acrescenta: “O primeiro país que decifrar essa tecnologia será o líder pelos próximos anos. Isso é semelhante ao Projeto Manhattan; é como a bomba atômica — só que turbinada.”

Jay Stratton, Luis Elizondo e Marco Rubio em ‘Age of Disclosure.’
O ex-funcionário do Departamento de Defesa e defensor de longa data da divulgação dos UAP, Christopher Mellon, declara: “Esta é a maior descoberta da história da humanidade.” Já Luis Elizondo, ex-oficial do Departamento de Defesa e membro do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais do governo, afirma: “Existem informações sendo trancadas que podem mudar a trajetória da nossa espécie.”
O documentário questiona diretamente:
- Quem controla o conhecimento?
- Por que a sociedade não pode ter acesso total ao que já se sabe?
- Por que o assunto entrou no centro da geopolítica e do complexo industrial-militar?
Essa guinada intelectual coloca o espectador em um novo patamar: não como curioso, mas como parte interessada — afinal, se existe outra inteligência, isso afeta ciência, religião, tecnologia, política e até identidade humana.
🧩 Revelações, insinuações e o peso do “não dito”
O filme traz depoimentos fortes, mas também trabalha com silêncios, cortes e olhares que dizem mais do que palavras. Não é explosivo como um “smoking gun”, mas é contundente, consistente e desconfortável.
Ele deixa claro que:
o acobertamento não é um evento — é um sistema.
E essa ideia, uma vez lançada, não sai mais da cabeça.

