<br />
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{"id":2221,"date":"2026-01-11T19:00:00","date_gmt":"2026-01-11T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/spacebetween.com.br\/?p=2221"},"modified":"2026-01-23T11:38:48","modified_gmt":"2026-01-23T14:38:48","slug":"fantastico-e-o-et-de-varginha-revisitando-um-icone-da-ufologia-ou-surfando-na-onda-do-diretor-james-fox","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spacebetween.com.br\/index.php\/2026\/01\/11\/fantastico-e-o-et-de-varginha-revisitando-um-icone-da-ufologia-ou-surfando-na-onda-do-diretor-james-fox\/","title":{"rendered":"Fant\u00e1stico e o ET de Varginha: revisitando um \u00edcone da ufologia ou surfando na onda do Diretor James Fox?"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 quase <strong>tr\u00eas d\u00e9cadas<\/strong>, o <em>Fant\u00e1stico<\/em> chocou o Brasil ao exibir uma reportagem que se tornaria uma das mais famosas da hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira: o caso que ficou conhecido como o <strong>Incidente de Varginha<\/strong>. Tr\u00eas jovens afirmaram ter visto uma criatura estranha, de apar\u00eancia \u201cn\u00e3o humana\u201d, em janeiro de 1996. <\/p>\n\n\n\n<p>Em poucos dias, a cidade mineira virou palco de rumores sobre capturas secretas, militares envolvidos, hospitais cercados e at\u00e9 mortes misteriosas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Fant\u00e1stico: \u2018ET de Varginha\u2019: ap\u00f3s 30 anos, doc relembra como cidade entrou na rota da ufologia\" width=\"1170\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BoEJFX2iNRA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O que come\u00e7ou como um relato local rapidamente se transformou em um fen\u00f4meno nacional \u2014 e depois internacional \u2014 alimentado por programas de TV, revistas, livros, congressos ufol\u00f3gicos e incont\u00e1veis teorias. Desde ent\u00e3o, o caso nunca mais saiu completamente do imagin\u00e1rio brasileiro. Mesmo sem provas f\u00edsicas conclusivas apresentadas ao p\u00fablico, ele continua sendo tratado como o \u201cRoswell brasileiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a marca simb\u00f3lica dos <strong>30 anos<\/strong>, o caso volta com for\u00e7a total aos holofotes, impulsionado por dois movimentos paralelos:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A retomada do tema por ve\u00edculos tradicionais, como o <em>Fant\u00e1stico<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li>O lan\u00e7amento do novo document\u00e1rio de <strong>James Fox<\/strong>, intitulado <strong>\u201cMoment of Contact: New Revelations of Alien Encounters\u201d<\/strong>.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A pergunta que n\u00e3o quer calar \u00e9: estamos diante de uma reavalia\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e madura do caso\u2026 ou apenas de uma nova onda midi\u00e1tica surfando no mesmo mist\u00e9rio de sempre?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd0d <strong>O ET de Varginha: mist\u00e9rio hist\u00f3rico ou mito midi\u00e1tico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso sempre teve tr\u00eas pilares principais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\ud83d\udc67 O depoimento das meninas que teriam visto a criatura.<\/li>\n\n\n\n<li>\ud83c\udfe5 Hist\u00f3rias envolvendo militares e hospitais da regi\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>\ud83e\udde9 Vers\u00f5es oficiais que negam qualquer evento extraordin\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Entre esses tr\u00eas polos, se construiu uma narrativa altamente fragmentada. Cada investigador, jornalista ou uf\u00f3logo puxou a hist\u00f3ria para um lado: alguns defendem captura e acobertamento; outros apontam erro de interpreta\u00e7\u00e3o, histeria coletiva e distor\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"2b2d2e\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #2b2d2e;\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a-1024x576.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2227 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a-1024x576.avif 1024w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a-300x169.avif 300w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a-768x432.avif 768w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a-770x433.avif 770w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834a.avif 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O problema \u00e9 que, passados 30 anos, o que se tem de novo?<\/strong><br>Relatos continuam sendo relatos. Mem\u00f3rias se tornam mais fr\u00e1geis com o tempo. Pessoas reinterpretam suas pr\u00f3prias experi\u00eancias \u00e0 luz de novas narrativas. Isso n\u00e3o invalida automaticamente os testemunhos, mas exige ainda mais cuidado metodol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83c\udfa5 <strong>James Fox e o apelo das \u201cnovas revela\u00e7\u00f5es\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>James Fox se especializou em document\u00e1rios ufol\u00f3gicos de alto apelo narrativo. Seus filmes s\u00e3o bem produzidos, emocionalmente envolventes e montados como grandes investiga\u00e7\u00f5es. O problema \u00e9 que eles muitas vezes trabalham mais com <strong>constru\u00e7\u00e3o de narrativa<\/strong> do que com <strong>verifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica rigorosa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Moment of Contact: New Revelations<\/strong>\u201d promete:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Novos depoimentos de civis e militares.<\/li>\n\n\n\n<li>Relatos m\u00e9dicos supostamente in\u00e9ditos.<\/li>\n\n\n\n<li>Detalhes que \u201cnunca vieram a p\u00fablico\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Moment of Contact: New Revelations of Alien Encounters | Official Trailer (2025)\" width=\"1170\" height=\"658\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/goOEWn72cgQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 preciso perguntar:<br>\u27a1\ufe0f O que exatamente \u00e9 novo?<br>\u27a1\ufe0f S\u00e3o novos fatos verific\u00e1veis ou apenas novas vers\u00f5es sobre fatos antigos?<br>\u27a1\ufe0f Existem documentos, exames, registros oficiais ou apenas mem\u00f3ria humana e testemunho oral?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se vende algo como \u201cnova revela\u00e7\u00e3o\u201d, a responsabilidade deveria ser proporcional ao impacto da afirma\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, o termo vira apenas uma estrat\u00e9gia de marketing narrativo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcfa <strong>E o Fant\u00e1stico? Revis\u00e3o hist\u00f3rica ou carona cultural?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Fant\u00e1stico<\/em> tem um papel amb\u00edguo nessa hist\u00f3ria. Foi ele quem ajudou a criar o mito em escala nacional nos anos 1990. Agora, ao revisit\u00e1-lo 30 anos depois, surge a d\u00favida: trata-se de um acerto de contas jornal\u00edstico com o passado\u2026 ou apenas uma tentativa de recuperar um produto cultural que ainda d\u00e1 audi\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois caminhos poss\u00edveis:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udfe2 Caminho respons\u00e1vel:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Contextualizar o caso como fen\u00f4meno social e midi\u00e1tico.<\/li>\n\n\n\n<li>Mostrar como a m\u00eddia ajudou a moldar a narrativa.<\/li>\n\n\n\n<li>Ouvir c\u00e9ticos e defensores com o mesmo rigor cr\u00edtico.<\/li>\n\n\n\n<li>Questionar mem\u00f3rias, fontes e lacunas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udd34 Caminho f\u00e1cil:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Repetir imagens ic\u00f4nicas.<\/li>\n\n\n\n<li>Recontar a hist\u00f3ria sem tensionar suas falhas.<\/li>\n\n\n\n<li>Refor\u00e7ar o mist\u00e9rio sem exigir evid\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Usar nostalgia e curiosidade como motores de engajamento.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Quando a televis\u00e3o revisita o caso sem aprofundar suas contradi\u00e7\u00f5es, ela n\u00e3o est\u00e1 informando \u2014 est\u00e1 apenas reciclando mito.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83c\udf0d <strong>O contexto global: por que isso volta agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O retorno do <strong>ET de Varginha<\/strong> n\u00e3o acontece no vazio. Ele vem embalado por:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Audi\u00eancias no Congresso dos EUA sobre UAPs.<\/li>\n\n\n\n<li>Relat\u00f3rios oficiais falando em \u201cfen\u00f4menos a\u00e9reos n\u00e3o identificados\u201d.<\/li>\n\n\n\n<li>Populariza\u00e7\u00e3o do termo UAP em vez de UFO.<\/li>\n\n\n\n<li>Uma nova gera\u00e7\u00e3o interessada em mist\u00e9rio, conspira\u00e7\u00e3o e tecnologia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, casos antigos ganham nova vida. N\u00e3o porque surgiram provas novas, mas porque o clima cultural mudou. O p\u00fablico est\u00e1 mais aberto ao estranho. A ind\u00fastria do entretenimento sabe disso \u2014 e explora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"393f43\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #393f43;\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v-1024x576.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2229 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v-1024x576.avif 1024w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v-300x169.avif 300w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v-768x432.avif 768w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v-770x433.avif 770w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834v.avif 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83e\udde0 <strong>O perigo da narrativa sem m\u00e9todo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mist\u00e9rios s\u00e3o fascinantes. Mas quando eles s\u00e3o tratados sem m\u00e9todo, viram mitologia moderna.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O risco \u00e9 duplo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Para quem acredita:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aceitar qualquer relato como prova.<\/li>\n\n\n\n<li>Substituir m\u00e9todo por emo\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Confundir impacto narrativo com verdade factual.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Para quem \u00e9 c\u00e9tico:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Descartar tudo como del\u00edrio coletivo.<\/li>\n\n\n\n<li>Ignorar que fen\u00f4menos sociais tamb\u00e9m merecem estudo s\u00e9rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>O caso Varginha \u00e9 interessante mesmo que n\u00e3o haja ET nenhum. Ele mostra:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Como a m\u00eddia constr\u00f3i realidades.<\/li>\n\n\n\n<li>Como o imagin\u00e1rio coletivo funciona.<\/li>\n\n\n\n<li>Como o mist\u00e9rio alimenta identidade cultural.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Mas isso exige an\u00e1lise \u2014 n\u00e3o apenas repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"2b2c2c\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #2b2c2c;\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b-1024x576.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2228 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b-1024x576.avif 1024w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b-300x169.avif 300w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b-768x432.avif 768w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b-770x433.avif 770w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834b.avif 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcca <strong>Conclus\u00e3o cr\u00edtica: entre mist\u00e9rio e mercado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>ET de Varginha<\/strong> virou mais que um caso: virou um produto cultural. Ele gera:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Turismo.<\/li>\n\n\n\n<li>Document\u00e1rios.<\/li>\n\n\n\n<li>Programas especiais.<\/li>\n\n\n\n<li>Livros, palestras, eventos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente errado. Mas precisa ser reconhecido. Quando mist\u00e9rio vira mercado, a linha entre investiga\u00e7\u00e3o e entretenimento fica cada vez mais borrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong><em>Fant\u00e1stico<\/em> ao revisitar o tema<\/strong>, e James Fox ao lan\u00e7ar \u201c<strong>Moment of Contact: New Revelations<\/strong>\u201d, participam desse mesmo ecossistema: o ecossistema da curiosidade, do enigma e da audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"2f3030\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #2f3030;\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve-1024x576.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-2226 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve-1024x576.avif 1024w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve-300x169.avif 300w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve-768x432.avif 768w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve-770x433.avif 770w, https:\/\/spacebetween.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/img-spacebetween-v34834ve.avif 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A grande pergunta n\u00e3o \u00e9 se houve ou n\u00e3o ET em Varginha.<br>A pergunta \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udef8 Estamos buscando a verdade\u2026<br>ou apenas consumindo vers\u00f5es cada vez mais bem produzidas do mesmo mist\u00e9rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Porque sem m\u00e9todo, sem prova e sem cr\u00edtica, o que sobra n\u00e3o \u00e9 investiga\u00e7\u00e3o.<br>\u00c9 mito.<br>E mito, quando repetido o suficiente, come\u00e7a a parecer verdade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas, o Fant\u00e1stico chocou o Brasil ao exibir uma reportagem que se tornaria uma das mais famosas da hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira: o caso que ficou conhecido como o Incidente de Varginha. Tr\u00eas jovens afirmaram ter visto uma criatura estranha, de apar\u00eancia \u201cn\u00e3o humana\u201d, em janeiro de 1996. Em poucos dias, a cidade mineira virou palco de rumores sobre capturas secretas, militares envolvidos, hospitais cercados e at\u00e9 mortes misteriosas. 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